A era do People Analytics preditivo: como a IA está mudando o papel do RH
O avanço da inteligência artificial inaugura uma nova etapa no People Analytics: a preditiva.
De acordo com a Gartner (2025), 61% das áreas de RH já testam ou implementam soluções de IA para antecipar riscos e comportamentos. O desafio agora é transformar tecnologia em discernimento.
Do histórico ao preditivo
Durante anos, o RH se concentrou em medir o que já havia acontecido, turnover, absenteísmo, custos. Agora, a pergunta muda de tempo verbal: o que vai acontecer se nada for feito?
A IA permite encontrar correlações escondidas, como a probabilidade de desligamento de uma equipe com base em mudanças salariais, tempo de liderança ou aumento de ausências.
Da análise para a decisão
A automação analítica libera o RH de tarefas repetitivas, mas o verdadeiro valor está na tradução dos resultados em ação.
Modelos preditivos não substituem o julgamento humano, eles o ampliam, oferecendo hipóteses e cenários que ajudam o gestor a agir antes do problema surgir.
O novo papel do RH
Ao dominar o uso ético e estratégico da IA, o RH deixa de ser um executor de processos e passa a atuar como consultor interno de decisão.
A tecnologia torna o setor mais humano, justamente por permitir que ele se concentre em decisões que exigem empatia, propósito e contexto.
Por onde começar
- Escolha uma dor real. Não tente prever tudo, comece por um problema concreto, como absenteísmo ou promoções desiguais.
- Garanta a qualidade dos dados. A IA só é tão boa quanto as informações que recebe. Corrigir inconsistências é parte do processo.
- Crie rituais de análise conjunta. Reúna gestores e RH para interpretar os resultados e testar hipóteses. Predição sem diálogo vira ruído.
Conclusão
A IA não substitui a experiência humana. Ela amplia a capacidade de enxergar o que antes era invisível e de agir com mais tempo, menos urgência e maior consciência.