Cultura em números: como medir se os valores da empresa estão vivos na prática

Toda organização possui um discurso sobre seus valores. Mas há uma diferença entre o que é dito e o que é vivido.

A teoria de Richard Barrett oferece uma lente para observar essa coerência: uma empresa saudável é aquela em que valores pessoais e organizacionais estão alinhados.

Valores que impulsionam ou limitam

Segundo Barrett, culturas organizacionais imaturas tendem a se apoiar em valores de controle e medo, o que ele chama de valores limitantes. Já as culturas prósperas são movidas por propósito, confiança e aprendizado.

O desafio é mensurar essa distância entre o ideal e o vivido.

Quando os números contam uma história ética

Indicadores como estabilidade de liderança, absenteísmo e rotatividade por gestor ajudam a revelar se o ambiente reflete os valores pregados.

Não se trata de medir moralidade, mas coerência: a cultura é o comportamento médio recompensado ao longo do tempo.

Da retórica à prática cotidiana

Culturas consistentes nascem de escolhas diárias, desde como se comunica um erro até como se reconhece um acerto.

Mensurar isso em dados não reduz o humano; apenas permite enxergá-lo com mais clareza.

Por onde começar

  1. Liste seus valores declarados. Depois, identifique quais comportamentos do dia a dia realmente os sustentam.
  1. Acompanhe indicadores de coerência. Estabilidade de lideranças e engajamento são termômetros culturais.
  1. Converse sobre os dados. A cultura não muda com planilhas, mas com diálogo sobre o que elas revelam.

Conclusão

A cultura é um sistema vivo. Medir é apenas o primeiro passo para cuidar dela, com a mesma atenção que se dedica a qualquer ativo estratégico.

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