O futuro do trabalho medido em dados: o que a pesquisa de Harvard revela sobre comportamento organizacional

O trabalho mudou, e as formas de medi-lo também.

Segundo Jeffrey Polzer (Harvard Business School, 2023), as novas fronteiras do People Analytics não estão apenas em medir desempenho individual, mas em compreender como as pessoas se conectam, colaboram e aprendem juntas.

O dado como espelho das relações humanas

As empresas geram, diariamente, um rastro digital de interações: mensagens, reuniões, decisões. Quando analisados eticamente, esses dados revelam como o fluxo de informação circula e onde ele se bloqueia.

Essa perspectiva vai além da produtividade. Ela mostra como a cultura se manifesta nas redes informais da empresa.

Da estrutura formal às conexões reais

A pesquisa de Polzer indica que equipes com maior densidade de colaboração e confiança têm melhor desempenho e menor rotatividade.

O segredo não está em controlar pessoas, mas em compreender como elas se relacionam e criar condições para que essa rede floresça.

Um novo olhar sobre cultura e desempenho

Em vez de medir apenas tarefas concluídas, as empresas mais avançadas buscam entender a energia coletiva: quem conecta, quem inspira, quem cria pontes. É o início de uma contabilidade do intangível, e uma nova forma de gerir o capital humano.

Por onde começar

  1. Observe os fluxos de colaboração. Identifique gargalos: quem depende de quem? Onde as decisões travam?
  1. Promova espaços de conexão. Ambientes híbridos exigem intencionalidade, crie rotinas que misturem áreas e níveis hierárquicos.
  1. Meça a confiança. Pesquisas de clima e feedbacks contínuos são indicadores valiosos de laços organizacionais.

Conclusão

O futuro do trabalho será medido não apenas em resultados, mas em relacionamentos. Entender a rede humana é compreender o verdadeiro motor da performance.

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